O Ciclo do sucesso

As 4 etapas de um ciclo criado na década de 20 que transformou o modo como as pessoas de sucesso organizam suas vidas.

Como já dizia Zig Zaglar: Atingir um objetivo que você não tem é tão difícil quanto voltar de um lugar para onde você nunca foi.

Eis que nota-se a importância de ter um objetivo, se você não tem um, ou se nunca parou para planejar de fato os passos que deve dar para alcançar o seu, então pode ser a hora de refletir um pouco sobre isso e mudar de atitude. Contudo, ter um objetivo planejado não resolve nada se você não agir para que as coisas aconteçam e mesmo agindo ainda não significa que as coisas sairão conforme o planejado, e então você pode precisar mudar alguma coisa e começar a agir de forma diferente.

Esse raciocínio parece lógico, simples e óbvio demais para ser algo que mereça ser discutido a fundo mas, é aí que reside o erro, geralmente não nos damos conta da diferença entre o simples e o banal, então acabamos por banalizar o significado de um processo tão simples como esse mas que pode gerar resultados incríveis.

Para simplificar ainda mais o raciocínio acima e torna-lo ainda mais fácil de aplicar no seu dia a dia, Walter A. Shewart criou na década de 20 o Ciclo PDCA, que foi popularizado por William Edward Deming na década de 50.

PLAN: Significa planejamento, é o momento onde você deve traçar seu objetivo, suas metas, bem como o plano para que elas sejam alcançadas, nesse momento quanto mais detalhado for seu planejamento, quanto mais prático e mais “passo a passo” você conseguir deixa-lo, melhor. O planejamento tem dois pontos fundamentais, o objetivo (ponto de chegada) e o método (caminho). Em 1865 Lewis Carroll passou uma das sacadas mais poderosas de todos os tempos, dando voz ao Gato, na Obra Alice no País das Maravilhas, quando ela pede ajuda para saber qual caminho deve seguir o Gato lhe diz que tudo depende de onde ela quer chegar. Alice responde que não sabe, pois está perdida, o Gato então responde que se ela não sabe para onde quer ir então qualquer caminho serve. Basicamente, agir assim é jogar na loteria para realizar ou não os seus sonhos, seguir qualquer caminho que pode dar em qualquer lugar é o que faz muitas pessoas chegarem ao fim da vida e perceberem que não conquistaram nada do que queriam.

DO: Significa fazer, executar, é o momento de colocar a mão na massa e fazer acontecer, afinal de contas, o planejamento por si só jamais dará resultados se não for através da ação. Nessa hora é importante seguir o que foi planejado, pois muita gente faz ótimos planejamentos, mas na hora de executar sequer olham para o plano, fazem tudo ao contrário.

CHECK: Significa checar, verificar, é nessa hora que você faz a pausa para reflexão, analisa os dados referente ao que você já executou até agora e tira conclusões sobre estar seguindo o caminho de uma forma satisfatória para atingir a sua meta…

ACTION: Significa ação, se a conclusão da sua checagem for que você não está tendo os resultados desejados, então você precisa traçar um plano de ação e executar ações corretivas para finalmente alcançar o objetivo previamente traçado. Afinal de contas, como já dizia Einstein: Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual!

O ciclo PDCA é de fato muito simples de ser aplicado, claro e objetivo, simplifica muito o processo diário de tomada de decisões e quem sabe até de mudança de caminhos. É utilizado cotidianamente por pequenas e grandes empresas para atingir resultados extraordinários ligados à gestão e qualidade e também é utilizado a todo momento por pessoas de sucesso para guiar as decisões em suas vidas profissionais.

Imagine que você é um piloto e está indo de férias para as lindas praias da ilha de Bora Bora.

Plan corresponde ao seu destino e plano de voo;

Do corresponde ao avião, combustível e ao seu conhecimento sobre pilotagem;

Check corresponde a observação constante sobre estar ou não na rota correta, e sobre a viabilidade da rota escolhida;

Action corresponde a pequenas ou grandes mudanças de rota para desviar de tempestades e ajustar-se às melhores condições para o voo até o destino.

A pergunta chave é: Quais seriam as chances de você chegar à Bora Bora sem seguir esse raciocínio?

Por Dalila Ribeiro

 


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